17.10.12

Las Vegas



Quando decidi fazer essa viagem um lugar que queria muito ver era o Grand Canyon. Como estava sozinha, e não queria alugar um carro para ficar dirigindo horas e horas nem pegar um avião para Flagstaff, procurei um tour que saísse de Los Angeles e que não passasse por Las Vegas (já tinha ido e não tinha vontade de voltar). Missão impossível. Todos que olhei passavam por ou saiam de Las Vegas. Então já que era inevitável, fui.

Consegui um tour que era uma van com outras 6 pessoas e, além do Grand Canyon, fomos ao Bryce Canyon, Antelope Canyon e Zion Canyon, mas isso conto depois.

Las Vegas já não é mais uma cidade só de cassinos. Sim tem muitos, mas as pessoas já não vão com o jogo como primeira opção. Felizmente os hotéis mais novos já não tem o cassino como principal atração e é possível entrar sem ser pelo cassino. Vi algumas mesas de poker cheias, slot machines ocupadas por tiazinhas com dedinhos que apertavam sistematicamente os botões, mas, em geral, os cassinos não estavam cheios. Três coisas que me deprimem nos cassinos: 1) os viciados em jogo, 2) as pessoas que trabalham ali sem ver a luz do dia e 3) o eterno cheiro de cigarro+bebida+ressaca+arrependimento. O cassino que achei menos incisivo foi o do Tropicana, acho que porque a cor branca dominava e me senti numa ilha do Caribe nos anos 1950.

Las Vegas tem muito a oferecer para quem gosta de: shows, boates, bares, excelentes restaurantes, e muitas lojas para fazer compras, ou seja, você vai gastar dinheiro de um jeito ou de outro.

Na minha opinião as pessoas estão indo a Las Vegas mais pelo clima de carnaval eterno da Strip do que por qualquer outra coisa. E não é só mais uma Disney para adultos, vi muitas crianças passeando com seus pais, agora é parque de diversões para todos.

strip by day

Entendo que muitas pessoas gostam de Las Vegas, mas para mim a cidade não tem muito a oferecer. (Não sou da noite, não curto baladas, não jogo poker nem roleta, os shows não me atraem, não gosto de ar condicionado o tempo todo, não gosto muito de compras, e só resta a comida boa que tem em qualquer lugar. #prontofalei)

Dito isso, até que achei divertido as duas noites que passei lá (mas não ficaria um minuto a mais).

O primeiro lugar que fui foi na Fremont Street, a rua onde tem os cassinos old school (antes de virarem grandes resorts temáticos na Strip). A rua agora é de pedestres e colocaram uma cobertura que a noite tem um show de imagens. O que faltou foram uns banquinhos para sentar e fazer um people watching decente, mas em Las Vegas você só senta de for num cassino, num bar ou num restaurante. A Freemont Street foi onde o U2 gravou "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e garanto que não foi lá que o Bono encontrou o que estava procurando.


showgirls e um teodolito 





Depois de ver as luzes da Fremont Street fui ver o que acontecia na Strip. A Strip é outro lugar que não tem bancos para sentar e vi uma cena curiosa: um dos hotéis tinha um pedacinho de grama artificial que dava para Strip e tinha 6 pessoas sentadas ali papeando, lendo, vendo o movimento. Anyway, aproveitei para entrar nos seguintes hotéis: o cafona Circus Circus, os chiques Wynn e Encore, o temático-mas-bacana Venetian, o confuso Treasure Island, o jardim do Caeser's Palace e o clássico Flamingo. Parei na frente do Bellagio para ver o show da água com "Viva Las Vegas" no som da rua, e jantei no Paris que é o único hotel na Strip, dos que vi, que tem um restaurante com mesas do lado de fora olhando a strip.

o eterno fim de tarde dentro do venetian






a torre do trump





classic vegas

Uma das coisas legais de Las Vegas é o The Deuce, o ônibus que fica subindo e descendo a Strip do Mandalay até a Fremont Street. Por 7 doletas é possível usar o sistema por 24 horas (ou 5 doletas por 2 horas). Alguns hotéis do mesmo grupo tem um monorail entre si, mas o Deuce é bom para explorar a Strip de ponta a ponta. #MomentoTransportePúblico

Uma das coisas que eu gostei de fazer em Las Vegas foi andar na Strip a noite. É sempre cheia, e tem muita coisa curiosa para observar. A sensação que tive com todas aquelas luzes acesas era de que não podia ir dormir (Fear and Loathing in Las Vegas).

Em Las Vegas as janelas dos quartos nos hotéis não abrem mais do que 2 dedos, quando abrem. Como não gosto de dormir com ar condicionado pedi um quarto com uma janela que abrisse, no que a moça do check-in me disse "É uma questão de segurança, as pessoas podem pular.". Faz sentido, provavelmente teria me jogado depois de ver o quarto cafona.

A segunda noite que passei lá foi depois do tour pelos canions e antes de voltar para Los Angeles. Conferi o bonito-por-dentro Tropicana, o quadradão MGM, o mega-über-cafona Excalibur, o temático-mas-não-tão-bacana New York e o novo (e high end) Aria, que tem um shopping só com as lojas mais caras.

sim, é uma montanha russa dentro do hotel

única coisa boa do excalibur era o show
the thunder from down under

o chique aria e o shopping diamante

até o king kamehameha está lá #hawaii

Las Vegas está se tornando, se já não é, um polo gastronomico. Todos os chefs mais conhecidos tem um restaurante na cidade ou dentro de algum hotel. Se tem uma coisa que se faz bem em Las Vegas é comer. A cidade também é conhecida pelos exagerados buffets. Como gosto de um café da manhã caprichado fui no buffet do Luxor (o hotel da pirâmide). Comi tanto que só consegui jantar em Los Angeles.



Uma coisa que eu não esperava ver em Las Vegas: um grupo de corrida treinando as 7 da manhã em plena Strip. Nem consegui tirar uma foto. Não vi nada fora da Strip, mas imagino que a vida segue normalmente em outras partes da cidade (CSI está aí para isso).

Claro que fui na loja dos M&M's. Confesso que não tinha intenção comprar (até parece!), mas o fundo da loja tem um cheiro tão bom de chocolate que é impossível sair de lá sem pelo menos um saquinho cheio.



impossível resistir

A poluição informação visual em Las Vegas é tão intensa que até fiquei aliviada ao ver o deserto na saída da cidade.



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