16.9.22

Seoul (2) Hanyangdoseong: a muralha da cidade

A muralha de Seoul, que se chama Hanyangdoseong (porque o nome de Seoul era Hanyang), protegia a cidade, os palácios e prédios do governo na dinastia Joseon.

São 8 portões no total, 4 grandes (norte, sul, leste, oeste) e 4 menores. A construção começou em 1396, tem 18,6km de extensão e a altura varia entre 5 e 8 metros. As pedras da muralha também variam de acordo com os reis que estavam do poder na dinastia Joseon.

Os 18,6 km são dividos em 5 partes que tem trechos na cidade e na montanha. Eu tinha a intenção de fazer três dos cinco trechos mas só fiz dois.

Fiz o trecho da montanha Namsan, que tem 4,2 km e vai do portão Sungnyemun, sobe a montanha até a torre, e desce até o outro lado.

Sungnyemun Gate

Tem boa parte da muralha para seguir, mas onde não tem o muro de fato tem indicações no chão de que você está no caminho certo.

Depois fiz o trecho que vai do portão Hyehwamun (que é um dos menores) até o portão Heunginjimun (dos maiores) e passa pelo Naksan Park que fica ano topo da montanha Naksan. Esse trecho tem 2,1 km, foi bem tranquilo e muito bonito. Deu para ver o quanto a cidade cresceu além muralha.

Hyehwamun Gate

Saí do lado da muralha para: ver um bairro colado na muralha, depois para entrar no parque e subir e descer muitas escadas no meio do verde e, por último, para andar pela Ihwa Village, uma vila de casas com murais, lojas descoladas e restaurantes bacanas.

montanhas ao fundo
city wall village
a montanha namsan e a torre
ihwa village

O fim dessa caminhada tem uma vista bonita do portão Heunginjimun. 

a cidade além da muralha
Heunginjimun Gate

Também no fim dessa caminhada (ou início, depende de onde começa) tem o Seoul City Wall Museum, museu que conta a história da muralha.

Queria ter feito 3 trechos mas não consegui fazer o trecho da Baegak Mountain Trail, que vai do portão Changuimun até o portão Hyehwamun, tem 4,7km, e é todo na montanha atrás dos palácios. Se um dia voltar a Seoul farei esse trecho.

O site da trilha da muralha: Seoul City Wall, dá para baixar um guia e tem o mapa com todos os trechos e pontos importantes. 

Tem quem faça tudo em um dia, ou por partes ou só algumas partes como fiz.

Esse passeio da muralha é muito interessante porque passa por bairros diferentes, passa no meio do mato (as trilhas são todas bem definidas, tem tapetes para não escorregar, tem escadas), passa no meio dos prédios e dá uma noção de como a cidade era e é.


Mais Coréia do Sul: 
Seoul (1), 
Seoul (3) Palacios, 
Seoul (4) Parques, 
Seoul (5) Tour do Vincenzo, 
Seoul (6) Museus, 
Seoul (7) Bairros, 
Jeonju, 
Busan (1)

14.9.22

Seoul (1)

Oi Coréia do Sul!

Sungnyemun Gate 

No meio da pandemia comecei a ver as novelas coreanas e até escrevi no post sobre Vincenzo que: 

"Tal qual Game Of Thrones que fui na Irlanda do Norte ver alguns dos lugares de filmagem, já quero ir até Seul."

Então quando a Coreia do Sul abriu para o turismo achei que chegou a hora e fui.

Mas muito antes das novelas minha curiosidade com a Coréia do Sul vem desde as olimpiadas do Rio, a casa da Coréia do Sul era um quiosque no Leme, perto de casa, passava lá todo dia e tinha muitas apresentações e eventos. Também vi as maravilhosas atletas do tiro com arco ganhando a medalha de ouro no sambódromo.

Tem, claro, o cinema coreano. De Old Boy a Burning e Parasita. 

E também os livros de autoras coreanas que li nos últimos anos (Han Kang, Cho Nam Joo, Bora Chung, Keum Suk Gendry Kim, Lee Minji e Juhea Kim).

De Fortaleza para Seoul foram 2 dias de viagem, mas cheguei pronta para turistar muito pelo país.

Seoul Tower

Fiz Seoul em duas partes, na primeira semana me hospedei do lado norte do rio Han na parte central da cidade. Fiquei em Myeongdong que é um bairro central, turístico com muitos hotéis e lojas, e é perto de tudo. A noite fica cheio de gente nos bares e restaurantes e na rua que tem várias barraquinhas de comida.

Na última semana, depois que dei uma volta em outras cidades, fiquei no famoso Gangnam ao sul do Rio Han, mas isso fica para outro post.

Minha primeira refeição coreana foi o macarrão gelado, que foi ótimo porque estava muito calor e ao mesmo tempo não foi tão boa idéia porque: apimentado demais.

No primeiro dia fui na estação de trem comprar as passagens para as outras cidades que iria. É tudo muito prático e eficiente. Aliás a palavra que melhor define a Coréia do Sul é: eficiência.

A rede ferroviária é excelente e tem trem bala. Também viajei de ônibus e foi muito confortável.

O transporte público da Coréia do Sul é excelente (tanto Seoul quanto Busan e também nas cidades menores) e merece um post especial porque foi o melhor transporte público que já usei.

Da estação de trem andei num parque urbano que surgiu no lugar de um viaduto, o Seoullo 7017 ou Seoul Skygarden. De lá fui na Sungnyemun Gate que o portão sul da antiga muralha de Seoul. 

seoullo 7017

Segui o caminho da muralha até o topo da montanha Namsan onde tem a Seoul Tower. Poderia ter subido de ônibus ou de teleférico, mas decidi encarar os milhares de degraus. 

sempre tem um lugar para descansar

No alto tem várias plataformas para ver a cidade e tem vários (MUITOS!) cadeados daqueles que os casais colocam, nunca tinha visto tantos em um só lugar, tem até árvore de cadeado.


Fiz o passeio da torre. No terreo tem uma animação bonita sobre a cidade (os coreanos arrasam nas animações dos museus e lugares turísticos). O elevador sobe muito rápido e a vista de lá da cidade é de 360 graus. E Seoul é enorme. Na torre até o banheiro tem vista.

a cidade para o lado das montanhas
o lado do rio Han

Desci pelo outro lado da montanha onde tem uma trilha boa (com mais escadas) e foi ali que descobri que o esporte nacional da Coréia do Sul não é tiro com arco nem taekwondo, é hiking: caminhada nas trilhas morro acima e morro abaixo. Vi muitas senhoras e senhores em grupos todos devidamente vestidos com roupas de trilha.

a cidade além da muralha
trilhas civilizadas

Para andar em Seoul tem que estar pronta para um sobe e desce eterno (ladeiras e escadas), é uma cidade construída em morros.

Explorei o bairro perto da montanha que também tem muitos cafés bacanas. 

cidade de fios

A noite fui na praça onde fica a prefeitura. Tem dois prédios: um é o da antiga prefeitura que foi construído durante a ocupação japonesa (que foi brutal) e o outro é um prédio moderno que a noite fica iluminado de azul. Os coreanos não gostavam do prédio antigo mas não derrubaram, foi transformado na Biblioteca Metropolitana de Seoul e construiram o prédio novo para a Prefeitura. O prédio novo parece uma onda gigantesca sobre o prédio antigo. Um recado de que a onda agora é coreana.


Seoul é uma cidade grande, prédios altos, palácios, templos, parques, muitos carros, avenidas largas e ruas estreitas, cidade de restaurantes e lojas e de cafés instagramáveis.

E assim começou minha aventura pela Coréia do Sul.



Mais Coréia do Sul: 
Seoul (2) a muralha da cidade, 
Seoul (3) Palacios, 
Seoul (4) Parques, 
Seoul (5) Tour do Vincenzo, 
Seoul (6) Museus, 
Seoul (7) Bairros, 

30.8.22

Nope

O Jordan Peele gosta de uma história com elemento de terror, suspense, talvez sobrenatural. Ele é fã do Além da Imaginação. E aproveita uma história divertida (que te deixa na ponta da cadeira) para também colocar outros elementos nos seus filmes.

O seu filme de estréia, Corra! (2017), ganhou Oscar de roteiro original e, pra mim, foi um dos melhores daquele ano. O segundo filme, Nós (2019), teve uma atuação incrível da Lupita Nyong'o e deixou muita gente sem saber o que tinha acontecido.

Nope é o terceiro filme do Jordan Peele. Não vou colocar o título em português porque é um baita spoiler. Nesse filme Jordan Peele meio que fala da indústria do entretenimento por um ângulo diferente e também tem outras camadas para aprofundar, mas só a história principal já é boa. É sobre OJ (sim, esse é o nome dele, mas não é Simpson), o ótimo Daniel Kaluuyua, um rapaz que trabalha com seu pai num rancho que treina cavalos para filmes. Acontece que os westerns não estão sendo mais filmados, cavalos não são mais exigidos e provavelmente substituídos por cavalos digitais que são mais fáceis de controlar.

Um dia o pai do OJ está montado no cavalo e cai no chão depois que alguns objetos caem do céu. O pai morre, passa uns meses e OJ tem dificuldades em manter o rancho. Ele até consegue uma filmagem mas não dá certo. OJ tem uma irmã, a Emerald (a divertida Keke Palmer), que é tão extrovertida quanto ele é introvertido. OJ está vendendo os cavalos para o dono do parque temático (de cowboys) vizinho do seu rancho.

O dono do parque é o Jupe (o Steven Yeun 😍) que foi ator mirim numa sitcom que teve uma tragédia no set de filmagem. OJ não sabe o que o Jupe faz com os cavalos mas os vende com a possibilidade de comprá-los de volta.

Aí os acontecimentos estranhos começam, os cavalos saem correndo, OJ vê coisas enigmáticas, Emerald quer gravar tudo para ter provas (e mostrar na Oprah) e a gente tenta entender o que está acontecendo.

E é isso. Se eu contar mais estraga.

O filme é num ritmo de western mas o som (e vale a pena ver no cinema e numa tela IMAX de preferencia) me deixou tensa o tempo todo. Edição e design de som estão de parabéns. A fotografia é excelente.

A tia Helô diria 617 "Ai, Jesus!" para os bonecos de posto.

28.8.22

+Filmes e Séries

Filmes 

O Trem Bala - O trailer desse filme já me deixou com vontade de ver o filme: tinha Brad Pitt e Staying Alive em versão japonesa. A história passa no Japão, dentro do trem bala que vai de Tóquio a Kyoto. Nesse trem tem alguns assassinos mercenários. Brad Pitt é o Joaninha, um desses mercenários mas ele está ali só para pegar uma maleta. Joaninha se acha um azarado mas na verdade ele tem muita sorte. Limão e Tangerina são outros dois mercenários que estão ali com a maleta e escoltando o filho de um cara da mafia japonesa. O fio central é um pai que entra no trem para encontrar a pessoa que jogou seu filho do alto de um prédio (a criança está em coma no hospital). Muita coisa acontece nesse trem, muita mesmo. Achei divertido, dei risadas, a trilha sonora é muito boa e valeu o ingresso do cinema. 


Purple Heart - um romance clichê sobre uma garota que é cantora e está tentando o ramo da música com sua banda mas ela tem diabetes e acabou de perder o seguro que pagava a insulina. Ela tem a brilhante idéia de se casar com seu amigo que é militar porque assim ela terá o benefício do seguro saúde. O amigo dela diz não mas o colega do amigo diz sim. O rapaz tem dívidas e casando ele recebe um extra que, enquanto ele está fora, a esposa pode receber. Os dois são opostos, "se odeiam", mas casam. Acontece que casar assim é considerado fraude. É um filme honesto, o casal central tem química e todo mundo sabe onde a história vai parar. NETFLIX

Good Luck To You Leo Grande - Emma Thompson faz uma mulher na casa dos 60 anos que ficou viúva e decidiu contratar um garoto de programa para ter mais experiência sexual. O rapaz é Leo Grande, bonito, simpático, e sabe lidar com pessoas. O filme é basicamente os dois dentro de um quarto falando sobre a vida, o universo e tudo mais.

Crimes of the Future - David Cronenberg is back. E ele trouxe uma história bizarra (que nem sei se vou conseguir explicar) que passa num futuro onde algumas pessoas desenvolvem orgãos extras dentro do corpo. O Viggo Mortensen é uma dessas pessoas e junto com sua parceira faz apresentações onde ela (que é médica cirurgiã) extrai o orgão sobressalente em apresentações públicas. Tem uma trama de um menino que come plástico e outras coisas bizarras (pessoas que tatuam os órgãos internos). É muito doido, tive pesadelos com o homem com o corpo cheio de orelhas, tem que ter estômago, mas a Kristen Stewart está ótima. MUBI

Look Both Ways - Uma garota faz um teste caseiro de gravidez e daí pra frente temos duas realidades: a que ela está grávida e a que ela não está, e vemos o desenrolar dessas duas vidas. Bobinho mas assistível. NETFLIX


Séries

Bom Dia Veronica (2a temporada) - Nessa segunda temporada a Verônica, que está escondida depois dos acontecimentos da primeira temporada, segue investigando o grupo que infiltra pessoas em cargos importantes. Dessa vez ela descobre que o lider de um igreja está envolvido. O galã global feito vilão da vez é o Reynaldo Gianechinni e essa segunda temporada também é muito boa. NETFLIX

The Sandman - série baseada no livro do Neil Gaiman (não li) sobre Morfeu, o rei dos sonhos. Um dia Morfeu é capturado, em 1920, por um fanático que queria capturar a morte (irmã do sonho) para trazer seu filho de volta. É uma família e em inglês todos tem a letra D: Dream, Death, Destiny, Desire, Despair, Delirium. Morfeu fica preso por 100 anos e, quando consegue voltar, o seu reino está destruído e sonhos e pesadelos fugiram. Ele começa um quest para recuperar seus pertences (areia, uma pedra e a máscara) e depois trazer os fugitivos de volta. Acontece que tem um pesadelo chamado Coríntio que no mundo dos vivos é um serial killer. Até o episódio 6 essa série é uma coisa e depois é outra (a primeira parte é melhor). O episódio 6 é o melhor (e mais filosófico), o 5 também é muito bom. E tem um episódio extra, o 11, que tem duas partes. NETFLIX

Surface - Uma mulher cai da balsa e perde a memória. Ela está tentando descobrir o que aconteceu e como era a vida dela antes. Ela descobre que tinha um amante, que as coisas com o marido não estavam bem e que o marido está envolvido em alguma falcatrua. APPLE TV+

Five Days at Memorial - O que aconteceu num hospital de New Orleans nos dias depois que o Katrina passou e os diques arrebentaram inundando toda a cidade. É muito tensa e está bem feita. APPLE TV+

Bad Sisters - Cinco irmãs unidas mas uma delas tem um marido que é péssimo. A série começa com o enterro desse marido e dá entender que as outras irmãs estão envolvidas na morte dele. E ainda tem os caras do seguro que não querem pagar a quantia e estão investigando as irmãs. APPLE TV+

Only Murders In The Building (2a temporada) - o trio que desvendou um assassinato no condomínio e ainda criou um podcast está de volta para descobrir quem matou a síndica, que foi esfaqueada no último episódio da primeira temporada. STAR+

What We Do In The Shadows (4a temporada) - Os vampiros estão de volta, dessa vez Nadja é dona de uma casa noturna para vampiros, Nandor está as voltas com um gênio e com uma futura esposa, Lazlo sendo Lazlo e cuidando do novo Colin Robinson e Guilermo, coitado, ainda não foi transformado em vampiro. O episódio da reforma da casa é ótimo. STAR +

Paper Girls - série teen baseada numa HQ sobre um grupo de meninas que entrega jornais e no dia seguinte do Halloween (no anos 1980) tem um acontecimento e elas vão parar no futuro. Tem viagem no tempo, tem meninas se conhecendo e encontrando suas versões futuras. Tirando o lance da viagem no tempo que pode ficar confuso, o resto achei bom. Amazon Prime Video.

Never Have I Ever (3a temporada) - Devi terminou a segunda temporada namorando o Paxton mas como ela é muito insegura com o que os outros pensam ela dá um jeito de arrumar confusão. John McEnroe continua narrando as aventuras da Devi e talvez ela tenha amadurecido um pouquinho nessa temporada. NETFLIX


20.8.22

Patins

Quando tinha uns 8 anos não tirava os patins dos pés, na hora de sair de casa era o que eu calçava. Patinei muito até uns 13 anos. No início dos anos 1980 era uma febre, tinha matinê de patinação no Canecão (que era uma casa de shows, mas uma vez por semana era dos patins). Eu sabia fazer várias manobras e piruetas. 

Não lembro quando parei da patinar de rodas (no gelo ainda patinei em algumas viagens), mas faz muito tempo. Sempre patinei com o que, agora, chamam de quad - o patins com 2 rodas na frente e 2 atrás. Tentei o in line (com as rodas em fileira) mas não curti.

Esse ano estava andando na Beira Mar e vi uma patinadora, com um quad, na quadra aqui perto de casa. Fui conversar e ela me disse que tinha um outro par de patins, no meu número, e que se eu quisesse experimentar ela me emprestava.

No primeiro dia já consegui deslizar tranquilamente na quadra. Felizmente o corpo lembra. Não conseguia fazer manobras, ainda teria que me acostumar, mas fui bem e nem caí.

Comecei a ver videos no youtube com dicas de como patinar e como fazer algumas manobras. Não tinha idéia que durante a pandemia a febre da patinação tinha voltado. Aqui em Fortaleza agora tem grupos de pessoas que patinam juntas.

Na segunda vez, com mais segurança, consegui cruzar as pernas e até andar de costas. Aí fui melhorando (as vezes caindo) e agora me aventuro em vários lugares da cidade.

Além da quadra da Beira Mar, fui na nova feirinha, no novo skate park, e na praça da Estação de Trem no centro. 

No skate park foi desafio descer as rampas (consegui nas menores) e tentar não me estabacar no mini bowl. 

E é um ótimo exercício, é divertido e melhora o equilíbrio.


UPDATE: Em outubro comprei um par de patins para chamar de meu. Gostei do conceito da Slades, que é uma marca francesa, onde os patins também são tênis. Ou seja, é um tênis com encaixes para a base com as rodas. 

É mais prático mas também é mais difícil manter o equilíbrio porque o salto da bota ajuda muito. Tem que fazer uma nova adaptação para patinar.

Depois de alguns meses de uso posso dizer que a parte da base com as rodas é excelente. Inclusive as rodas que vieram nele são boas para patinar na ciclovia. A mecânica para tirar e colocar é simples e eficiente. A parte tênis achei ok. O tênis com as rodas como patins é bom, tem até um apoio bom para o tornozelo, mas para andar não achei tão confortável (para o meu pé), então acabo não usando tanto a opção de colocar e tirar a base.


a chave para tirar e colocar a base










27.7.22

+Séries e Filmes (e 2 novelas coreanas)

Séries

Ms Marvel - série teen da Marvel sobre a Kamala uma garota americana, de New Jersey, de origem paquistanesa que um dia descobre um bracelete da vó e com isso ela ganha uns poderes. Através da Kamala conhecemos a história do Paquistão e como é a vida da comunidade muçulmana nos EUA. Os pais da Kamala adoram Bon Jovi. As músicas são ótimas e como Kamala gosta de desenhar a identidade visual da série é muito bacana. DISNEY+

The Offer - Uma série sobre como O Poderoso Chefão chegou as telas do cinema. Miles Teller faz Al Ruddy o produtor responsável por pegar o livro do Mario Puzo e chamar o Francis Ford Coppola para dirigir. E não foi fácil. Achei boa essa série, e vale ver (ou rever) o filme. PARAMOUNT +

Loot - Maya Rudolph é Molly, uma mulher que, depois de pegar o marido no flagra, fica com bilhões de dólares no divórcio. Ela descobre que tem uma fundação que ajuda várias instituições e decide colocar a mão na massa. É bobinha e divertida. Apple TV+

Black Bird - Taron Egerton é Jimmy Keene, um rapaz, ex jogador de futebol americano e filho de policial, que é traficante de drogas. Ele é preso e condenado a 10 anos na prisão. Para diminuir sua sentença (e até sair da prisão) pedem para ele ir para outra prisão onde só tem casca grossa e ficar amigo de um serial killer para conseguir uma confissão. Apple TV+

The Last Movie Stars - uma série documentário de 6 episódios feita pelo Ethan Hawke sobre o casal Paul Newman e Joanne Woodward. O Ethan Hawke conseguiu (com o filho do Paul Newman) caixas de entrevistas transcritas que Paul Newman estava fazendo com um amigo roteirista para um livro de memórias. Ethan Hawke chamou alguns de seus amigos atores para interpretar os entrevistados. Então enquanto escutamos as entrevistas ficamos vendo várias imagens do casal que fez muitos filmes e peças juntos. Tem também várias imagens de Paul e Joanne em programas de tv e filmes caseiros. HBO Max

Pacto Brutal - em dezembro de 1992 o país ficou chocado com o assassinato da Daniella Perez que fazia o papel da Yasmin na novela De Corpo e Alma e era o maior sucesso. A coisa ficou ainda mais macabra quando descobriram que o assassino foi o par dela na novela, o ator Guilherme de Pádua. Mas tem muito mais nessa história e é isso que o documentário mostra. Lembro muito bem dos acontecimentos da época e o documentário tem mais informações e depoimentos. HBO Max


Filmes

Persuasão - pegaram o livro mais denso e dramático da Jane Austen que tem uma protagonista já com quase 30 anos que deu um fora no namorado quando era mais jovem, por influência da família e de uma amiga da mãe, e se reencontra com ele 7 anos depois e se vê ainda apaixonada mas acha que ele a despreza, e fizeram uma versão mais light com a Dakota Johnson falando para a camera como a Fleabag. Os puristas acharam que Jane Austen está se revirando no túmulo mas eu achei que se deixar as pessoas interessadas em ler o livro e saber mais da história já é positivo. Não é ótimo mas também não é péssimo. NETFLIX

Halftime - um documentário sobre a Jennifer Lopez (J.Lo para os íntimos) e como ela se preparou para os 6 minutos de show no intervalo do Superbowl em 2020 (os outros 6 minutos eram da Shakira). Uma coisa vou dizer da J. Lo: ela é esforçada mas para ela menos não é mais. NETFLIX

The Girl In The Picture - Um documentário sobre uma moça que foi encontrada na beira de uma estrada, levada ao hospital como vítima de atropelamento e morreu. Só que nada é o que parece. É um plot twist atrás do outro e é uma história muito triste. NETFLIX

The Gray Man - filme dos irmãos Russo (que dirigiram o Winter Soldier, o melhor filme do Capitão America, e os dois últimos filmes dos Vingadores) resolveram fazer um filme de espiões com Ryan Gosling, Chris Evans e Ana de Armas. Adianto que a melhor coisa desse filme é a Ana de Armas e ela já merecia um filme de espiã só dela. Ryan Gosling faz o agente Sierra Seis que, como o Jason Bourne, vem de uma cria especial da CIA. Aí numa missão ele descobre que o novo chefe (o Duque de Bridgerton, péssimo aqui) quer acabar com o programa de agentes Sierra e acaba perseguido pelo Chris Evans com um bigode ridículo (sdds barba) que faz um psicopata trabalhando legalmente para o governo. Ryan Gosling malhou um bocado, Chris Evans parece estar se divertindo e tem até o Wagner Moura, mas tudo nesse filme é cafona: as tomadas aéreas, os cortes, a fotografia, as lutas, as explosões exageradas, figurino, etc.  NETFLIX


Novelas Coreanas

 My Liberation Notes -Diria que essa é uma novela coreana filosofica. É sobre três irmãos (duas moças e um rapaz) que trabalham em Seul mas moram num subúrbio rural e levam mais de uma hora de trem até a cidade. O maior drama deles é essa distância porque toda a vida social deles acontece em Seul e quando eles tem que ficar até mais tarde na cidade eles tem que combinar de voltar juntos e dividir o taxi. Em casa o pai deles tem um negócio de carpintaria e também uma horta que eles ajudam a colher. Na casa vizinha mora o Sr. Gu que trabalha na carpintaria com o pai da familia. O Sr. Gu é jovem (e sexy), calado, misterioso (ele pagou o aluguel da casa por um ano e ninguém sabe o primeiro nome dele) e ele só faz duas coisas: trabalhar e beber depois do trabalho olhando as estrelas. A Mi Young é a filha mais nova, tímida, ela e uns colegas introspectivos do trabalho criam um grupo para se libertarem do que quer que seja (a falta que faz Freud na Coréia). Um dia ela cria coragem, chega no Sr. Gu e diz que se ele não faz nada que ele pelo menos a venere (sim, venerar, até agora não entendi isso mas eu também pediria qualquer coisa para o Sr. Gu). Os dois ficam amigos, mas é uma amizade esquisita. A irmã mais velha está empenhada em arranjar um namorado. O irmão tem a melhor história: ele trabalha numa empresa de lojas de conveniência mas não consegue avançar, é ele que tem muita vontade de morar na cidade e é o mais reclamão. Assisti essa novela só pelo Sr. Gu (e porque tenho zero maturidade já que o G em coreano tem som de K).



Uma Advogada Extraordinária - Essa novela é sobre a Woo Young Woo, uma advogada autista. Quando ela era criança a mãe abandonou a família e o pai não sabia como se comunicar com ela até que ele descobriu que ela decorava os livros de direito que tinham em casa. Young Woo cresceu, se formou na melhor universidade da Coréia do Sul e conseguiu um emprego num escritório grande. Cada episódio é um caso diferente que mostra como ela pensa diferente dos colegas e dá soluções criativas. Junto com os casos vamos conhecendo a história dela e vendo como os amigos, colegas e clientes a tratam. E ela adora baleias. NETFLIX

14.7.22

Elvis

Confesso que quando vi o trailer a primeira vez no youtube não me empolguei, mas aí vi o trailer no cinema e mudei de idéia. Pensando bem, Baz Luhrmann e Elvis: tudo a ver.

O Baz Luhrmann tem um estilo próprio. Seus filmes são ágeis, tem cortes dinâmicos, tem animações, tem muito brilho, exagero, extravagância e sempre tem uma trilha sonora ótima. Baz sabe escolher músicas.

Aqui ele conta a história do Elvis Presley pelos olhos do Coronel Tom Parker, que era o agente do cantor.

O Coronel Parker é o vilão do filme (e da vida do Elvis) e o Tom Hanks está parecendo o Pinguim do Batman. No começo a vilania Dick Vigarista me incomodou mas depois achei que fez sentido com o tom um pouco cartunesco/HQ do filme, é para ele incomodar mesmo. 

O Austin Butler está maravilhoso. É um papel difícil porque Elvis é Elvis né? Austin Butler não é muito parecido com o Elvis mas depois de 5 minutos dele em tela você já acha que ele é o Elvis. O tom de voz é igual. Tem uma sequência que vai do Elvis retomando o sucesso em 1968 até a primeira vez dele em Las Vegas (1970) que é sensacional. Em alguns momentos do filme tem cenas do Elvis de verdade e você já não sabe quem é quem, demora para perceber. E ele faz o Elvis dos 20 aos 40, da fase rock n' roll a fase cafona em Vegas.

A trilha sonora é excelente. Não tem só Elvis Presley, tem várias músicas de artistas novos onde tem a influência da música do Elvis, seja em pedaços usados em mixagens de hip hop (Doja Cat e Eminem), remix hipsters (Tame Impala) ou em versões recentes (Kacey Musgrave e Maneskin). Claro que tem as influências do Elvis como Gospel e Blues. Tem Hound Dog numa versão que seria a original antes do Elvis levar para o mundo e é muito boa! Tem uma versão de Cotton Candy Land cantada pela Stevie Nicks e Chris Isaak que chega ser assustadora e combina com o personagem do Tom Hanks. Austin Butler canta algumas músicas também. Inclusive palmas para a cena que Baz Luhrmann usa Suspicious Minds no filme.

E todas as cenas que mostram as meninas e mulheres (e alguns rapazes) se empolgando com o Elvis rebolando são muito divertidas. Como disse o meu amigo Luiz elas estavam pensando "O que é isso que eu nunca senti e que é muito bom?".

O Elvis é um fenômeno. Os Beatles eram fãs.

Acho que nem preciso dizer porque a Tia Helô diria 825 "Ai, Jesus!" para one for the money, two for the show, three get ready now go, cat, go....

9.7.22

Thor Love and Thunder

A última vez que vimos o Thor ele tinha acabado de derrotar o Thanos junto com toda a galera dos Vingadores (e todos os outros heróis da Marvel) e se juntou aos Guardiões da Galáxia para um rolê.


No início desse filme o Korg (aquele amigo de pedra do Thor que ele conheceu em Ragnarok) conta toda a história do Thor (e é uma sequência ótima!) até o momento presente. Thor, que ficou sem irmão (sdds Loki), pai, mãe, namorada e planeta está meio deprimido. Ele ajuda os Guardiões da Galáxia a resolver os perrengues de outros planetas daquele jeitão dele (afinal ele é um deus) mas nada o deixa animado.

O Thor é um deus em evolução, ele tem sempre o que melhorar e está sempre aprendendo novas coisas (as vezes involuntariamente).

Depois de ajudar um povo azul que dá ao Thor duas cabras gigantes, ele descobre que sua amiga lady Sif perdeu uma batalha contra o vilão do filme que é o Gorr. 

Quem é Gorr na fila do bifrost? Ele foi escolhido por uma espada especial que o tornou um matador de deuses que está rodando por aí eliminando os deuses. Lady Sif diz para Thor que Gorr está indo para New Asgard, que fica na Noruega, para onde foram os sobreviventes de Ragnarok.

Enquanto isso descobrimos que Jane Foster (Natalie Portman) está doente mas ela escuta o chamado do que restou do Mjolnir (o martelo) e vai até New Asgard que virou ponto turístico sob o comando da Valquíria.

Gorr chega com seus monstros de sombra em New Asgard. Thor chega para acabar com a festa mas ele vê Jane que agora é a Mighty Thor com seu querido Mjolnir. Depois de muita luta o Gorr sequestra as criancinhas da cidade e some. Ele quer que Thor vá atrás dele porque tem uma coisa que ele quer.

Thor e Jane tem uma DR e temos uma sequência muito boa, ao som de ABBA (óbvio), nos contando como foi o relacionamento dos dois.

Aliás, pausa para dizer que se Ragnarok foi Led Zeppelin, Love and Thunder é puro Guns n' Roses.

O trio (Thor, Jane Thor e Valquíria) concluí que precisa ir na reunião de condomínio dos deuses que é comandado por ninguém mais do que o síndico Zeus. Thor e Cia querem juntar um exército de deuses para acabar com o Gorr, ou, no mínimo, o raio de Zeus emprestado.

E chega ou vou dar muitos spoilers, vão ver que é muito divertido.

Esse filme é pura galhofa, em muitos momentos parece uma paródia dos outros filmes. Dei muita risada, muita mesmo, mas teve um desequilíbrio entre a parte fanfarrona e a parte mais emocional. Em Ragnarok esse equilíbrio é bem melhor. Taika Watiti acertou mais em Ragnarok, pronto falei.

O Melhor Chris (o Hemsworth) se achou na comédia e o timing dele é excelente. E está em forma. O 3D no IMAX valeu a pena. 👀 

O vilão Gorr (o ótimo Christian Bale) tem uma motivação muito boa. O visual no planeta das sombras ficou bacana.

Jane Foster está de volta. Gostei dela como Thor mas continuo achando que Natalie Portman (que pareceu se divertir mais nesse filme) e Melhor Chris tem ZERO química. E isso fica ainda mais evidente nas cenas com a Valquíria (a ótima Tessa Thompson) que tem química com todo mundo, até com a cabeça do Korg, ela é muito cool.

Russell Crowe é Zeus, e agora toda vez que escutar o podcast Noites Gregas vou imaginar ele como o deus grego. O Zeus desse filme deixa a dica que existe uma divisão entre os deuses das antigas e os novos (os super-heróis). Basicamente a história de American Gods, o livro do Neil Gaiman. 

Esse filme tem duas cenas pós-créditos. Nada nesses filmes da Marvel é a toa e tudo é uma deixa para um futuro filme (ou série). Ficou cansativo e já deixei de acompanhar muita coisa da Marvel. Meio que dei por encerrado depois de Vingadores Ultimato, mas não deixaria de ver o Thor. 

A Tia Helô iria ficar passada com essa história de cada um com seu deus. Ela diria 615 "Ai, Jesus!" para as cabras gritantes do Thor.

26.6.22

+ Filmes e Séries (e uma novela coreana)

Filmes

RRR - Revolta, Rebelião, Revolução - Não tenho palavras para descrever esse filme, mas vou tentar. É um filme indiano (Bollywood roots) que passa nos anos 1920/30 quando os indianos estavam inquietos com os colonizadores ingleses. Raju é um oficial do exercito e na primeira cena dele já mostra que ele é capaz de qualquer coisa. Bheem vem de uma vila pequena e está atrás de recuperar sua irmã que foi sequestrada pelos ingleses. Raju e Bheem se conhecem ao ajudar um menino em perigo. Acontece que os ingleses deram a Raju a missão de encontrar e prender Bheem antes dele tentar resgatar a irmã, mas como um não sabe quem é o outro uma linda amizade começa. Raju e Bheem são personagens baseados em dois homens importantes para independência da India que existiram mas nunca se encontraram na vida real. As cenas de ação são espetaculares, as danças coreografadas são cheias de energia, tem música, tem animais de CGI e tem uma dublagem mal feita. É tudo exagerado, mas é um exagero honesto e no fim eu só queria aplaudir. O filme tem 3 horas mas você nem vê o tempo passar. (NETFLIX)

bromance

Hustle - Adam Sandler, que é amigo de todo mundo, resolveu reunir um caras do basquete americano para fazer um filme. É sobre Bo, um rapaz espanhol que trabalha na construção e joga basquete nas quadras de rua para ganhar um extra. Adam Sandler é um caça-talentos e vê em Bo o novo sucesso para o seu time. A história é simples, Adam Sandler acaba treinando o rapaz para que os times americanos vejam como ele é bom. O filme tem uma sequencia longa de treino e é por isso que vemos os filmes de esportes. (NETFLIX)

Spiderhead - um filme com pegada ficção científica do Joseph Kosinski (de Top Gun Maverick) com o Melhor Chris (o Hemsworth) e Miles Teller. Tinha muita coisa para dar certo mas deu errado. Nem o apuro estético que o Kosinski tem funcionou nesse filme. O Melhor Chris faz um cientista que experimenta drogas que alteram comportamentos (e sentimentos) em presidiários que aceitaram se submeter a essas experiências. O Miles Teller é um desses presidiários. O lugar onde acontecem as experiencias é um bunker no meio de ilha no que parece a costa leste da Australia, mas Melhor Chris fala com sotaque americano. Não vou reclamar de olhar para a cara do Melhor Chris (nem do Miles Teller) por 90 minutos, mas poderia ser melhor, poderia ter um shirtless. (NETFLIX)

Cha Cha Real Smooth - filme sobre Andrew, um rapaz que acabou de se formar na universidade mas ainda está sem rumo. Ele voltou a morar com a mãe, o padrasto (que ele não gosta muito) e o irmão mais novo. Um dia ele acompanha o irmão a um bar mitzvah e lá ele conhece Domino e sua filha Lola. Lola é autista mas Andrew se da bem com ela. Domino decide contratar Andrew para ser o babysitter da Lola de vez em quando. Domino e Andrew também se dão bem, mas ela tem um noivo. Andrew passa a ser animador de bar mitzvahs enquanto procura um rumo na vida. Daqueles filmes que não acontece muita coisa mas acontece. (APPLE TV+)

The Hating Game - li o livro ano passado e achei uma bosta então o vi o filme querendo saber se iriam conseguir melhorar a história. O filme é muito melhor do que o livro MAS mantiveram a pior parte (e mais cafona/creepy) do livro no filme. Lucy e Josh trabalham juntos e se odeiam só que não e tem que disputar o mesmo cargo. É isso. A Lucy do filme é mais bacana e o Josh um pouco menos creepy. (AMAZON PRIME VIDEO)

Downton Abbey A New Era - A vó da Mary recebeu de herança de um ex-amante uma vila no sul da França e ela quer dar para a bisnetinha filha do Tom (que se casou com a moça do filme passado). A Mary fica em Downton Abbey porque a vó não pode viajar e estão usando a casa como locação para um filme e rola o maior clima com o diretor. O resto da família vai até o sul da França ver a vila e enfrentar a viúva e filho do falecido que não concordam com o que foi deixado no testamento.


Séries

Hacks - A segunda temporada não foi tão boa quanto a primeira. Deb sai para se apresentar pelos USA testando novas piadas e acabamos conhecendo a Deb melhor. (HBO Max)

Obi Wan Kenobi - Ewan McGregor volta para o papel que ele fez nos filmes dos anos 2000 (Ameaça Fantasma, Ataque dos Clone e A Vingança dos Sith). Se passaram 10 anos desde que ele entregou Leia para o Senador Organa e Luke para seus tios. Obi Wan mora em Tatooine, se mantém discreto, não usa a Força e fica de olho no Luke. Existem uns inquisidores (são Jedis que foram para o outro lado da Força) que perseguem os Jedis e pessoas que tem afinidade com a Força. Acontece que Leia (criança precoce e muito fofa) é sequestrada pelo Flea (do RHCP) e o Senador pede a Obi Wan Kenobi que a resgate. Cada episódio dessa série parece um dos filmes que tem o Obi Wan, o episódio 4 é o primeiro filme (de 1977) todinho só que com a Leia criança. Sim, tem o Darth Vader e é o Darth Vader cheio de energia, mau pacas, como tem que ser. Tinha potencial para ser uma série muito boa mas ficou no mais ou menos.  Só no último episódio é que veio a carga emocional. Se tivesse deixado o babado dos inquisidores para outra série e feito da história do Obi Wan Kenobi um filme teria sido melhor. (Ewan McGregor, tiamo) (DISNEY +)

hello there

The Essex Serpent - Claire Danes é um viúva (na Inglaterra do século 19) que gosta de fósseis e decide sair de Londres e ir até Essex onde apareceram vários depois de um terremoto. Ela chega na cidadezinha com o filho e a acompanhante/amiga. Lá ela conhece o pastor da cidade que é o Tom Hiddleston. Ele é um pastor jovem, moderno, gosta de ler e é casado com filhos. Uma garota sumiu na região e todos acham que foi uma serpente aquática. Tem vários temas e acho que a série tentou abraçar todos, alguns sem sucesso, mas é bem feita. (APPLE TV+)

Candy - Série baseada numa história real. Em 1980,  Candy é uma dona de casa super eficiente, ela faz mil coisas ao mesmo tempo. Um dia ela tem que buscar o maiô da amiguinha da filha dela na casa da Betty que é uma dona de casa não tão eficiente. Candy sai de lá com o maiô mas também com sangue nas mãos, e aí a série vai desenvolver os acontecimentos.

The Boys - Não pouparam violência nessa terceira temporada. Homelander mais assustador do que nunca, tem herói novo na parada e os Boys meio perdidos com uma novidade entre eles. (AMAZON PRIME VIDEO)

Surviving Summer - Série teen sobre surfistas na Australia. A Summer é uma adolescente rebelde que mora em NYC mas depois de aprontar mais uma sua mãe a manda para uma cidadezinha na costa sul da Australia para ficar com uma amiga e sua familia. Chegando lá a Summer conhece Ari, filho da amiga da mãe, que é um surfista que quer voltar a competir depois de um acidente. Ela também faz amizade com as meninas surfistas. É teen, é bobinha, mas tem boas cenas de surf (acho que os atores são surfistas mesmo) e tem um personagem brasileiro que é meio que o antagonista do grupo. (NETFLIX)


Novela Coreana

Our Blues - Essa novela coreana é diferente. Da minha lista de clichês só risquei 4 clichês, não deu para fazer o bingo. É sobre um grupo de pessoas que vivem na ilha de Jeju no sul da Coréia do Sul. Cada episódio é focado em dois personagens e as vezes são dois episódios seguidos, mas sempre dá uma geral no que está acontecendo com os outros. Tem história de dívida com interesse romântico, história de amor no início, adolescentes apaixonados (e grávidos), amigos que viraram inimigos, pessoas com depressão, gente que foi morar na ilha fugindo de algo, tem as haenyeos que são as mulheres mergulhadoras de Jeju e mais algumas outras histórias. (NETFLIX)

17.6.22

Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo

Em inglês o título é Everything Everywhere All At Once e a tradução para o português é fiel mas eu teria colocado Tudo Ao Mesmo Tempo Agora igual o disco dos Titãs. Just saying.


Filme dirigido pelos Daniels: Daniel Kwan e Daniel Scheinert. O outro filme deles que vi foi Swiss Army Man (Um Cadáver para Sobreviver) onde o Harry Potter faz um defunto que ajuda um homem a voltar para casa (é bizarro e gostei).

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é um filme difícil de explicar sem dar spoilers, vou tentar. (Até acho que vê-lo sem saber de nada é melhor ainda.)

Evelyn (Michelle Yeoh- maravilhosa) é uma imigrante chinesa morando nos EUA, nos seus 50 e tantos anos, dona de uma lavanderia em ponto de falência, casada (mas com um divórcio iminente) com o Waymond (Ke Huy Quan), e com uma filha, Joy (Stephanie Hsu), com a qual ela não se comunica direito e nem quer entender muito.

Evelyn mora num apartamento pequeno em cima da lavanderia que está cheio de coisas acumuladas (de papéis fiscais a roupas dos clientes), uma bagunça. 

Evelyn e Waymond tem uma hora marcada na receita federal para falar sobre os impostos que eles estão devendo. Ela levaria Joy para ajudar na tradução mas elas brigaram e Evelyn não consegue entender bem o que a funcionária Deirdre (Jamie Lee Curtis) está querendo dizer e Waymond não ajuda muito. Bem, o Waymond dessa realidade porque o Waymond do universo alfa sabe exatamente o que fazer.

Aí, gente, aperta o cinto que vem multiverso (também conhecido como universos paralelos ou realidades alternativas).

De todas as produções cinematográficas que abordam o multiverso esse filme e o Homem Aranha no Aranhaverso (2018) são as melhores.

Nesse filme o multiverso funciona como uma metáfora do "E se....". E se Evelyn não tivesse casado com o Waymond? E se não tivesse imigrado para os EUA? E se Evelyn tivesse ficado na China e aprendido artes marciais e virado uma atriz? Ou uma cantora? E se no processo da evolução humana nós acabassemos com dedos de salsicha? E se ela virasse a direita ao invés da esquerda? As possibilidades são quase infinitas. Como explica o marido da Evelyn no filme (mas é o marido alfa): cada decisão cria um novo caminho, e todas a levaram aquele momento.

Através de uma tecnologia, inventada por ela mesma em outra realidade, a Evelyn consegue ver (e ser) suas outras versões. Ela precisa enfrentar Jobu Topaki, que está causando um caos no multiverso, e recuperar o equilíbrio. E de todas as Evelyns possíveis ela é a que pode absorver todos os outros talentos já que ela não tem nenhum.

O filme aborda tanta coisa que nem vou conseguir colocar aqui, só vendo para entender.

O multiverso funciona bem nesse filme porque não tenta ser grandioso, foca só naqueles personagens e é uma alegoria.

Os pulos entre universos são muito bem feitos e encaixados. A "tecnologia" criada pela Evelyn para os pulos nos dá as cenas mais engraçadas.

O figurino da Jobu Topaki é sensacional e nem preciso dizer que as cenas de luta são ótimas (nunca pensei que uma pochete poderia ser uma arma).

Os universos favoritos foram: o das pedras e o que foi todo inspirado em Amor a Flor da Pele do Wong Kar Wai, ficou lindo. O universo das salsichas também muito bom.

A Tia Helô não entendia nada de multiverso ficaria tonta com todo vai e vem. 428 "Ai, Jesus!" para todos os métodos usados para pular entre as realidades.